Não parece, mais ainda há cerca de um bilhão de pessoas que vivem nesse mundo sem eletricidade. Para suprir esse recurso que, para maioria das pessoas, é essencial, as pessoas que não tem acesso à eletricidade frequentemente usam de lamparinas de querosene, o que é uma maneira perigosa e cancerígena de produzir luz.. Uma nova iniciativa do Indiegogo pretende oferecer uma maneira segura e reutilizável de produzir luz. Uma maneira que que não exija nenhuma fonte de alimentação.

Chamada de GravityLight 2, a ideia mais se parece com uma daquelas lanternas que funcionam com uma manivela. Mas, em vez de girar a manivela por dez minutos para produzir luz, a GravityLight é alimentada pela gravidade. Achou bizarro? A gente explica.

O recurso consiste em uma polia pendurada no teto. Na verdade, é bem simples de usar: você levanta um peso de mais ou menos 10 kg (pedras, areia ou o que quer que seja) por uma corda, soltando-o quando ele atingir o topo. Com a força da gravidade, o peso desce devagar, movimentando uma engrenagem que produz energia e ilumina uma luz LED. Quando o peso chega ao chão, é só repetir o processo. A luz pode durar de 20 a 30 minutos para cada ciclo.

Uma das justificativas da equipe do GravityLight para substituição das lâmpadas à base de querosene é que elas, além de produzirem uma fumaça perigosa, não são nada baratas. Os pesquisadores afirmam que elas chegam a consumir até 30% de uma renda familiar. A GravityLight, por sua vez, custa menos de US$ 10.

A campanha está especificamente buscando ajudar famílias de países em desenvolvimento que não têm acesso à eletricidade, com atenção especial às famílias do Quênia, país no qual eles esperam criar empregos com a produção local de GravityLights.

Ano passado, a equipe conseguiu financiar um modelo beta da lâmpada, que foi testado em mais de 30 países. Mas este novo modelo brilha mais e é fácil de usar, a iluminação dura por um período maior e a lâmpada se acende enquanto é carregada. Ou seja, em um ano, eles deram uma boa avançada nos seus estudos e, como consequência, conseguiram desenvolver um produto mais eficiente.

FONTE: GIZMODO